“Nossa, como você fica bem com esta cor!”

⁣Todo mundo já ouviu isso algumas vezes na vida. A razão é porque as cores agem no nosso cérebro como um interruptor de energia, causando uma série de sensações. Ao nos vestirmos, uma das primeiras coisas a ser notada é a cor e, quando dentro da nossa paleta pessoal, é como se este interruptor estivesse acionado no modo máximo, iluminando nossa imagem.

O contrário também pode acontecer. Uma cor muito fora da sua natureza pode deixar um aspecto literalmente apagado, destacar olheiras e até linhas de expressão.

E por que eu estou falando em natureza? Primeiro, porque é a sua cor natural de pele, cabelo e olhos (temperatura, intensidade, profundidade) que são analisados para chegar à sua paleta. Isso só é possível hoje porque o pintor suíço Johannes Itten, entre 1919 e 1933, percebeu que os retratos ficavam melhores quando usava determinadas cores em conjunto com tons de pele e cabelos.⁣

Na década de 1940, a artista plástica e estilista Suzanne Caygill avançou os estudos com sua própria teoria baseada nas cores pessoais, criando paletas de cores correspondentes às estações do ano. Já nos anos 1980, a psicóloga Carole Jackson deu sua contribuição ampliando a análise para o que hoje chamamos de “método sazonal expandido”.

⁣A “análise cromática” ou “análise de coloração pessoal” é uma das etapas da consultoria de imagem e estilo. Tem como objetivo harmonizar o seu tipo natural com uma paleta de referência para roupas, acessórios, maquiagem e cabelo, ajudando a expressar de forma consciente uma imagem de acordo com a sua intenção e até a dar um up na autoestima.

Kátia Gomes | Jornalista pós-graduada em cenografia e figurino e com especialização em consultoria de imagem para o varejo.