“Mantiqueira Blues”, quarto álbum autoral que acaba de ser lançado pelo músico Gabriel Gabrera, faz referência à Serra da Mantiqueira.

O músico Gabriel Gabrera lançou, no início do mês de abril, o seu novo álbum – Mantiqueira Blues -, que já está disponível em várias plataformas de streaming. Este é o 4° trabalho do músico realizado em estúdio e, agora, são três trabalhos nas plataformas de streaming: o álbum Humano (2017), Delta Blues (2018) e Mantiqueira Blues (2021). Dois singles ganham clipes: as músicas Covarde e Nossos Tempos.

Gabrera é itajubense e tem mais de 15 anos de carreira. Sua trajetória na música começou em 2004, com a banda “4Caneco”, com a qual ele pôde desenvolver e expandir seu repertório, principalmente de Rock Clássico setentista. De 2005 a 2010, também se envolveu em diversos trabalhos como freelancer, o que fez com que desenvolvesse outros estilos como o Pop e o Reggae. “Em 2011, me mudei para São Paulo, onde toquei com a banda de rock Zed, da capital, e a banda de reggae Varau, de Taboão da Serra (SP)”, conta ele. De 2005 a 2015, Gabrera gravou e lançou esporadicamente diversas músicas de forma independente, principalmente na internet. “Nesses trabalhos, eu pude explorar diversos estilos como a MPB, a música Regional, o Folk e o Blues. Estes últimos que se tornaram uma característica forte do meu trabalho”, conta ele.

Percussão com os pés
De 2015 a meados de 2016, de volta a Itajubá, uma nova parceria se iniciou, desta vez com o músico Bruno Casanova: eles formaram a Sanzala Blues Band. Já em 2017, Gabrera voltou a investir em seu trabalho solo e incluiu em suas apresentações a utilização de percussão – feita com os pés – e gaita: nascia assim o projeto chamado “One Man Band”.
Também fazem parte da história do músico a gravação e o lançamento, de forma independente, de três trabalhos autorais:. “Atmosfera Medular”, álbum instrumental de 2016; “Humano”, uma parceria com o poeta Vinicius Guimarães, de 2017; e, no final do ano de 2018, o álbum “Delta Blues”.

Desplugado
Em mais uma virada em sua carreira, em 2018, Gabriel Gabrera e se reuniu novamente com Bruno Casanova e Fernando Ferreira, e criaram o projeto “Blues Desplugado”. A ideia, segundo ele, era fazerem apresentações de forma totalmente “desplugada”, em referência ao início do Blues. Com esse projeto se apresentaram no Festival Blues na Montanha, em 2019, onde fizeram uma jam com Lurrie Bell, referência do Chicago Blues.

Em 2019, Gabrera se juntou com Nathan Ferreira e Daniel Abrão para lançar o projeto Gabrera e A Cozinha Blues. No repertório, versões nacionais e autorais. Outro projeto que se destaca na carreira de Gabrera, é o Serrano Rock e Blues, criado em 2020, em parceria com o músico Nathan.

O 4º álbum autoral, que Gabrera acaba de lançar, recebeu o nome de “Mantiqueira Blues”, em referência à Serra da Mantiqueira, região onde reside atualmente. “O álbum conta com 11 faixas autorais! A maioria das letras são minhas, mas tem duas parcerias com Vinicius Guimarães e outras duas letras dele”, conta o músico.

Gabriel ressalta que a região da Serra da Mantiqueira é muito rica em cultura e arte, e isso o influenciou de alguma forma. “Mas, acredito que colocar o nome Mantiqueira foi também pra mostrar de onde eu vim! E levar comigo o nome da região pela qual tenho tanto orgulho e carinho, apesar de alguns políticos dos enverganharem bastante às vezes… Bom, acredito que o trabalho todo, todas as faixas são sensacionais! Com certeza o melhor trabalho até o momento e agradeço ao Zé Abreu, de pedralva pela mix e master! Mas, posso destacar as faixas “Covarde” e “Nossos Tempos”, além de ambas terem saído com vídeo, já disponível no Youtube, são músicas que trazem uma mensagem direta, mas cada uma a seu jeito. A faixa Covarde tem uma batida forte e direta! Já a Nossos Tempos pode-se dizer que é uma balada com arranjos mais trabalhados”, diz.

Ser músico em tempos de pandemia
Gabrera conta ainda que, nesse último ano, em meio a todos os entraves causados pela pandemia de COVID-19, ele aproveiou para trabalhar mais em seu novo álbum e também fez algumas lives: “Participei da Live Show da Liza Feichas, também do Festival Rock Jam Uai, do pessoal da banda Carcádia, de Santa Rita do Sapucaí, e também participei do Festival Natalino organizado pela Prefeitura de Itajubá graças aos recursos da lei Aldir Blanc. Fiz algumas lives em casa mesmo”.
Ele observa que, felizmente, em meio à realidade atual, ele nao depende exclusivamente da música para viver: “Acredito que o poder público deveria olhar mais para os artistas, pois foi um baque muito grande e afetou demais esse setor. Mas, se pra toda essa situação, ficar em casa é a melhor opção para que voltemos mais rapidamente aos trabalhos, esse é o caminho. Penso que a pressão popular deveria ser nos governantes, por políticas públicas que atendessem às necessidades desse momento delicado, e não nas medidas sanitárias”, conclui.

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