Diovani Bustamante, proprietário da Visual Studios, em Pedralva, empreende na área musical há mais de 15 anos e tem em seu currículo nada mais do que a fundação do do Pedrock, o maior festival de Rock do Sul de Minas.

A música desde sempre esteve presente na vida desse pedralvense “da gema”! Diovani Bustamante é o caçula de uma grande família formada pelo senhor Tarcísio e Maria Inês Bustamante Braga, que já trazia em suas raízes o dom para a música e a afinidade para com os mais variados instrumentos musicais. Músico e produtor musical autodidata, técnico de som, operante em estúdio e ao vivo, bacharel em Direito pela Faculdade de Direito do Sul de Minas, Diovani tem como principal instrumento a bateria, mas toca também contrabaixo, guitarra, violão e um pouco de piano.


Na decáda de 1990, Diovani formou sua primeira banda, chamada ‘Comida de Cachorro’, que completará 30 anos em 2021. “Em plena pandemia, estamos produzindo nosso álbum, totalmente à distância”, conta. Ele também fez parte da Banda Themis, de Pouso Alegre, e acompanha, como sideman (músico independente), bandas e artistas da região, entre eles, Zé Helder, Oliveira, Elder Costa, e Wolf Borges. “Hoje toco na ‘Flashback Rádio Relógio’ e não posso deixar de dizer que faço parte da grande equipe de músicos da Acorde Casamentos”, ressalta. Proprietário da Visual Studio, localizado em Pedralva, Sul de Minas Gerais, Diovani faz produções de singles, jingles comerciais e políticos, álbuns completos, trilhas sonoras e muito mais. Confira nosso bate-papo com Diovani Bustamante!


Raízes
“Nasci em uma família super musical. Meu avô, nas decadas de 1930, 1940, organizava bailes no salão de sua casa, onde suas filhas cantavam e tocavam piano, com vários convidados. Meu pai (Tarcísio) tocava acordeon e chegou a atuar como profissional no final da decada de 1950 e começo de 1960. Tocava em algumas orquestras na região, especialmente no Circuito das Águas. Na decada de 1980, existia uma banda aqui em Pedralva chamada Raízes, em que os integrantes eram: Caio, meu irmão mais velho, na guitarra e vocal; Davi, meu irmão, na bateria; Tetê, meu irmão também, no baixo e vocais; Dilma, minha irmã, nos vocais; e Marcellus, meu primo, no teclado (risos!). Sou o caçula, temporão, dessa família. Quando eu nasci, minha irmã Dilma, que era a caçula, ia completar 12 anos.”

Autodidata
“Na minha casa havia muitos instrumentos e cresci ‘brincando’ com eles….Tenho lembranças de meu irmão, Davi, me levar para os ensaios de algumas bandas quando eu devia ter uns três anos, e me lembro de sentar na bateria e fazer uns ‘barulhos’’; isso com uns quatro ou cinco anos. Tenho lembranças de tocar bateria com meu irmão, Caio, na guitarra, isso já fazendo umas levadas. Com uns oito anos de idade, minha irmã Dilma me ensinou alguns acordes no violão, mas só com uns 13 anos resolvi realmente aprender a tocar esse instrumento. Como tinha contato com baixo e entendendo um pouco do violão, naturalmente aprendi a tocar esse instrumento. Teclado e piano aprendi depois que meu pai comprou um tecladinho desses Cássios da vida…”

Pedrock
“Sou um dos fundadores do Pedrock e tenho muito orgulho de fazer parte dessa história que hoje se confunde com a história dos eventos da região. Trouxemos para Pedralva grandes nomes da música e conseguimos manter, até hoje, um evento de grande qualidade para um público que faz questão dessa qualidade, não só musical, mas de estrutura de evento. Inclusive, nesse ano de pandemia, realizamos a vigésima edição do Pedrock de forma online. Foi produzido pelo CaD (Conservatório à Distância), em que sou colaborador e responsável pela edição de áudio.”

CaDim de Música
“Quando surgiu a idéia do CaDin, eu e principalmente o maestro João Cesar, vínhamos conversando sobre como fazer algo na pandemia, daí ele me ligou e explicou como seria. Os dois primeiros episódios foram só com voz e violão. Depois vieram as ideias das jams e daí pra frente eu quis participar de todos episódios.”

Visual Studio
“Trabalhar com gravação musical, no meu caso, é viável porque eu quase não tenho custo de produção, pois faço praticamente todos os instrumentos, crio os arranjos, faço as edições, mixagens e masterizações. Esse diferencial me faz ter um bom volume de trabalho, desde produções do zero até gravações de um instrumento ou outro para outras produções, mixagem, edição e masterização para gravações em home studio, ou captação em estúdios profissionais. E isso me abre bem as possibilidades. Sobre a divulgação na internet e a falta de controle sobre reproduções e cópias, por um lado, o ambiente internet é muito mais ‘democrático’, pois não há a monopolização de grandes corporações. Todos têm a possibilidade de distribuir sua arte. Por outro lado, não há como garantir o recebimento de direitos autorais etc.. Isso, em tempos de pandemia, se torna mais problemático ainda, por essa ser a principal fonte de renda dos artistas, pois os shows foram os primeiros a ser cancelados, e serão, provavelmente, os últimos a voltar”.

Crescimento
“Trabalhar com vários estilos traz várias possibilidades de crescimento técnico, especialmente em produção, mixagem e masterização, porque cada estilo exige uma forma de timbragem, de volume, de pressão sonora. Cada estilo tem sua formação de banda. Uma banda de pagode tem, no mínimo, quatro intrumentos de percussão, cada um com sua caracterítica.”

Perspectivas
“Os projetos estão rodando, a maioria à distância. Oos que não são à distância, estou deixando tudo pronto só esperando uma melhoria nesse cenário para receber pessoas aqui no estúdio. Esse diferencial de fazer a maioria das coisas sozinho, me traz bastante trabalho. Como já tenho mais de 15 anos de experiência em produção, álbuns, jingles, trilhas, praticamente tudo que envolve áudio, as coisas vão acontecendo de uma forma natural.”

VISUAL STUDIO | Pedralva (MG)
Tel.: 35 99986-3122 (Whats App) E-mail: [email protected]