Qual é a relação dos sonhos com a saúde, a felicidade e o futuro?

A ciência tem estudado, há muito tempo, a função dos sonhos. Entender porque dormimos é bem mais fácil: está relacionado com a recuperação de energia, produção de hormônios, sedimentação de memórias etc.. Basta passar uma noite em claro para entender isso. Já o sonho, é mais complicado.
Não existe uma resposta definitiva ainda, mas os avanços da neurociência permitiram perceber que os sonhos ocorrem na fase REM do sono (fase dos “Movimentos Rápidos dos Olhos” – em inglês). Em testes de laboratórios, com indivíduos sendo acordados antes dessa fase, embora tivessem dormido suficientemente, tais pessoas mostraram problemas de atenção, irritabilidade e fadiga; e fases REM mais longas nas noites seguintes. Isso sinalizou para uma importância biológica do sonho. Estudos com eletroencefalograma mostraram que as pessoas sonham, todas as noites, aproximadamente por 2 horas, divididas em 4 a 6 fases REM. A quantidade de sonhos é questionável, mas alguns falam de até 10 sonhos por fase. Qual a função de todos esses sonhos na nossa vida?
Segundo o famoso neurocientista brasileiro, Sidarta Ribeiro, o sonho é muito importante para a pessoa tomar consciência de problemas da sua vida, que ela ainda não conseguiu perceber, mas já se apresentam em código nas imagens oníricas. Interessante pensarmos que tais afirmações atuais são fundamentadas em fortes evidências científicas. Situação muito diferente da de Freud ou Jung, quando começaram a tratar seus pacientes através da interpretação dos sonhos. Embora a atividade clínica deixava claro para eles o papel terapêutico dessa intervenção, isso ainda era visto como loucura por muita gente.
Sidarta se tornou um grande nome no estudo dos sonhos. Com base em sólida pesquisa histórica e neurológica, ele afirma a existência de sonhos premonitórios. Fala também do papel dos sonhos na simulação de realidades possíveis e na demonstração de tendências, ainda desconhecidas pelo sonhador. Algo que já era sabido pelos egípcios, que criaram a primeira forma institucionalizada de observação de sonhos, em santuários. Já os gregos foram além nos templos dedicados a Esculápio, onde os sonhos eram usados para diagnosticar e tratar crises e enfermidades das mais variadas.
Infelizmente não há registros fiéis dessas técnicas antigas. Mas o reencontro da nossa sociedade com os sonhos, seja através das Psicologias Profundas, seja pela neurociência, tem dado acesso a esta janela da alma. Segundo a Psicologia Junguiana, o sonho é uma via privilegiada de contato com o inconsciente, para o crescimento pessoal e a descoberta de potencialidades. E isso pode ser trabalhado na terapia individual, de casal ou em uma técnica mais moderna: os Grupos de Vivência de Sonhos. Vale a pena conferir.
Quer conhecer mais sobre seus sonho? Entrar para um Grupo de Vivência?

Por MARCELO CUNHA, psicólogo e terapeuta familiar Atende em Itajubá e Pouso Alegre | Tel.: (35) 99100 7060 [email protected]