A cantora Pâmela Dauzuck prepara novos projetos musicais autorais para 2021

A vocação para as artes se manifestou cedo, logo na infância de Pâmela Dauzuck. Mineira de Lavras, ela tinha apenas 3 anos de idade quando a família foi morar no município de Cristina (MG), e foi lá na terra dos cafés especiais e dos festivais culturais, que ela iniciou a carreira musical, aos 8 anos, idade em que passou a frequentar a Escola de Música Municipal. “Lá aprendi a tocar alguns instrumentos, mas foquei principalmente no clarinete. Segui como 1ª clarinetista da Corporação Musical Antônio de Freitas Carvalho por 7 anos e fiz também aulas de clarinete no Conservatório Estadual de Música de Pouso Alegre. Eu era a mais nova da sala. Naquela época eu ainda não cantava, só em casa ou na escola. Cristina foi uma cidade que me proporcionou muitas oportunidades musicais, mas não como cantora”, diz Pâmela.

A adolescência chegou e, aos 13 anos, ela e a família se mudaram para Itajubá (MG). “Por um ano ainda consegui conciliar minha participação na banda de Cristina, mas depois ficou difícil participar dos ensaios e das apresentações e acabei entregando o clarinete. Depois disso, nunca mais tive contato com esse instrumento. Quase como uma forma de suprir minha necessidade de estar envolvida com a música, comecei a me dedicar mais ao canto e ao violão. Desde criança já arranhava algumas coisas que aprendia nas revistinhas de cifras, mas nunca havia frequentado aulas de canto ou violão”.

O tempo passou e Pâmela, já com 17 anos, começou a traçar a sua história profissional tocando em barzinhos. Ela já possuía um grande repertório acumulado pelo tempo que ficou sem se apresentar, mas os bares não a aceitavam para trabalhar por ser menor de idade. “Foi aí que meu pai, que é percussionista, baterista e pai coruja, aceitou tocar comigo. Com um responsável eu poderia me apresentar. Foi uma parceria muito linda de vários anos e que sinto falta até hoje”, revela.

Em 2020, Pâmela completou 10 anos de estrada tocando em bares e eventos: “No começo eu tinha muita dificuldade para conseguir datas. Também por ser mulher sempre foi um ponto difícil, os contratantes não botavam muita fé que eu fazia um som de qualidade e foi muito demorado o processo de conquista de espaço. Mas foi através desse caminho difícil que consegui me desenvolver como cantora, conquistei meu espaço e me mantive fiel ao meu estilo.

Música e Teatro
Pâmela conta que durante esses dez anos ela teve a oportunidade de participar de vários eventos, festivais, saraus, projetos dos mais diferentes tipos. Além disso, ela se desenvolveu como compositora, atriz na Companhia Teatral D’efeito, DJ – “Venho estudando até hoje”- , e artista de rua. “Em Itajubá tive a oportunidade de montar uma banda chamada Forró Pé-de-Minas e tocávamos clássicos de Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Luiz Gonzaga e toda essa turma de peso do Nordeste. Nossa primeira apresentação foi no Festival Café com Música de 2018”, lembra.

Um dos momentos memoráveis da carreira da artista foi a participação no programa de calouros Shadow Brasil, apresentado por Raul Gil no SBT. “Estava tocando nas ruas de São Paulo, uma das juradas me viu e pegou meu contato. Na semana seguinte a produção entrou em contato comigo e fui convidada a participar da competição. Meses depois a produção do Ratinho me convidou para participar também do quadro Dez ou Mil”, diz.

Pâmela não para de crescer e se aprimorar, seja na música, no teatro ou em outras áreas. Além de cantora, ela cursa graduação em Psicologia e um dos trabalhos que realizou em São Paulo, onde mora atualmente, foi em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos: “Eu levava música para eles de forma terapêutica, como auxílio na manutenção da ansiedade e como forma de entretenimento durante a internação”.

Atualmente, ela tem se dedicado ao trabalho autoral, pois há muitas músicas que ainda precisam ser gravadas e a produção não para!

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