O processo de gravação deve continuar. Para isso, existem medidas de proteção, como máscaras, distanciamento e redução de aglomeração.

A gravação de músicas inéditas é, geralmente, uma experiência única e inesquecível. Tenho lembranças vívidas de cantar entre colchões jogados contra as paredes para amortecer o som em nosso primeiro álbum, e no segundo álbum, das sessões “ao vivo” com todos os cinco integrantes tocando ao mesmo tempo, estilo anos sessenta. São muitas horas dedicadas e muito tempo em companhia dos meus parceiros.
A pandemia COVID-19 em que nós estamos vivendo mudou até esta realidade, e por isso a banda tem evitado encontros. Pois bem, colocar cinco homens adultos dentro de um quarto fechado, respirando, suando e se movimentando no ato de gravar músicas, acabaria gerando um ambiente propício para proliferação de qualquer vírus.
No entanto, o processo de gravação deve continuar. Para isso, existem muitas medidas de proteção, tais como máscaras, distanciamento, e redução de aglomeração. Geralmente, estaríamos todos juntos para comemorar o momento, dar apoio e contribuir com nossos comentários sobre cada faixa e tomada.
Porém, neste caso, fizemos uma seleção, e apenas três dos cinco integrantes compareceram (técnico de som, músico e auxiliar). Já tínhamos feito algumas mudanças, gravando voz e guitarra por celular, por exemplo. Porém, avaliamos que o nosso som na bateria só consegue ser capturado presencialmente, então tivemos que marcar uma hora para fazer isso no estúdio.
Por mais que doa saber que meus companheiros estão juntos, embarcando nesse trabalho sem minha presença, sei que é a decisão certa e os apoio nisso. Logo mais, irá passar esta necessidade de estarmos longe um do outro e poderemos nos encontrar sem medo de contaminação.
Mas, neste meio-tempo, achamos melhor reduzir os riscos, com máscaras e evitando aglomerações desnecessárias. Por mais que meu coração anseie estar por perto, minha alma está calma por evitar o risco desnecessário.
Envie suas sugestões de pauta, críticas, comentários ou elogios por e-mail! Serão super bem vindos!

Por DANIEL FRIEND, guitarrista da banda Os Gringos, pai do Nicolas e colunista do GdM
[email protected]